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A Região

As vastas planícies do Baixo Alentejo, onde se podem percorrer quilómetros entre vastos campos de trigo e oliveiras sem ver ninguém, também englobam muitas vilas e aldeias que reflectem a longa ocupação dos mouros, através das ruas estreitas, casas de uma brancura resplandecente e azulejos decorativos. A não perder é a prova da gastronomia da região, bem como dos seus vinhos, de qualidade reconhecida nacional e internacionalmente.

Em alguns locais, como Beja, a história recua até ao tempo dos romanos, quando se tornou uma capital regional sob o domínio de Júlio César. Além das Ruínas de Pisões, perto da cidade, existe um arco romano, as “Portas de Évora”, que se encontra anexado ao Castelo de Beja e que testemunha a aplicação do modelo de cidade ideal romana. A arquitectura mourisca é ainda visível nas ruas pavimentadas e casas da cidade velha, e o Castelo, datado do século XIII, recorda-nos a luta para manter os árabes afastados. A Torre de Menagem constitui um dos melhores exemplos da arquitectura militar portuguesa, e salienta-se a particularidade de ser construída em mármore.

A Igreja de Santo Amaro, localiza-se na zona extra-muros do Castelo, e trata-se de uma igreja basilical, cuja fundação remonta à Alta Idade Média. Actualmente acolhe o Núcleo Visigótico do Museu Regional de Beja, cuja colecção de elementos arquitectónicos constitui o mais importante conjunto conhecido no território nacional. A sua existência justificou a classificação da cidade de Beja como capital do Visigótico em Portugal.

O Convento de Nossa Senhora da Conceição foi concluído por ordem dos primeiros duques de Beja, e foi um dos mais ricos conventos do Sul do país. Presentemente encontra-se ali instalado o Museu Regional de Beja, cujo espólio é composto por importantes colecções, destacando-se as de azulejaria, arte sacra, pintura e arqueologia. Indispensável também, é a visita à Praça da República, com as suas arcadas manuelinas, o pelourinho e a Igreja da Misericórdia, que foram construídos no séc. XVI.

Outro castelo, de origem mourisca e mais tarde reconstruído pelo Rei Dom Dinis, no século XIII, pode ser visto em Serpa, mas a principal atracção desta tranquila cidade agrícola, igualmente conhecida pelo seu queijo, é a Porta de Beja, imponentes muralhas encimadas por um aqueduto e com duas torres a ladear a entrada guardam o seu acesso.

As vinhas em redor da Vidigueira anunciam a sua posição como centro de produção vinícola, que produz muitos vinhos de qualidade. Mértola é outro local a não perder, considerada Vila Museu, exibindo descobertas de diferentes épocas em núcleos separados, desde os fenícios aos romanos e, especialmente os árabes. Em Mértola tem a possibilidade de fazer um passeio inesquecível no rio Guadiana.